Archive for maio \17\UTC 2010

Myco-Diesel

maio 17, 2010

o Myco-diesel junta-se à lista de produtos maravilhosos que emergem do mundo misterioso dos cogumelos. Os cientistas de Montana State University tropeçaram num fungo existente na Patagónia, que digere celulose, enquanto liberta uma combinação de hidrocarbonetos incrivelmente semelhante ao óleo-diesel. Os compostos resultantes denominam-se myco-diesel. O fungo, Gliocladium roseum, vive no Ulmo, árvore da floresta tropical acelera a decomposição de resíduos vegetais nas explorações agrícolas que são actualmente utilizadas para a produção de biocombustível. A actual produção de biocombustíveis utiliza enzimas para decompor celulose em açúcares que serão posteriormente digeridos por microorganismos que os convertem em etanol.

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Criacionismo e pseudociência

maio 17, 2010

Segundo os criacionistas a “teoria da evolução” está completamente falsa e se trata apenas de um “dogma”, criado pelo homem. Apresentam seu argumento nivelando-a ao mesmo dogma em que se baseiam, dizendo assim estar convictos em sua crença, pois já que “se um dogma deve ser seguido, então que seja o nosso”.
Mas o que eles se esquecem é o fato de que a teoria da evolução foi estabelecida a partir da convergência de evidencias por um numero de linhas independentes de indagações. Nenhum fóssil ou nenhum pedaço de evidência biológica ou paleontológica possui a palavra “evolução” escrita nela. Pelo contrario, dezenas de milhares de pequenas evidências adicionam um enredo novo ao mosaico da evolução da vida por uma confluência harmoniosa de eventos.
Os criacionistas ignoram esta confluência convenientemente, enfocando anomalias triviais ou apenas fenômenos obscuros da historia natural, correntemente ainda sem explicação.
Os mesmos criacionistas por sua vez não apresentam nenhuma argumentação coerente do fenômeno observado, exceto criticas apenas à visão do oponente. Esta é uma boa maneira de se evitar as autocríticas, uma vez que é quase impossível para os criacionistas oferecerem uma explicação concreta para o fenômeno da vida, a não ser pela expressão “Deus fez isto…”. Qualquer questão mais profunda onde não se consiga oferecer uma explicação coerente se recorre á esta expressão. Entretanto, esta estratégia é inaceitável para a Ciência.
Todos os cientistas têm suas próprias crenças sociais, políticas e ideológicas que podem potencialmente inclinar as suas interpretações de resultados, mas como os seus preconceitos e crenças afetam suas pesquisas na prática?
Normalmente, qualquer trabalho científico passa por um crivo de revisão perscrutador, onde tais crenças e preconceitos são filtrados e descartados. Se não for assim, o trabalho será rejeitado por uma imensa maioria de autoridades do conhecimento.
Claro, não existe nenhum método de detecção de fronteiras entre ciência e pseudociência que esteja totalmente à prova. Mesmo assim ainda existe uma solução: a ciência concorda com fatos indistintos entre certezas e incertezas. P. ex., se a evolução e o big bang podem ser assumidos com 90% de probabilidade de ser verdade e o criacionismo e os ufos apenas com 10%, para ambos os casos permanecemos abertos e flexíveis, podendo reconsiderar nossas avaliações tão logo uma nova evidencia surja. Talvez seja exatamente isso que torne a ciência tão chata, fugaz e frustrante para a maioria das pessoas. Mas ao mesmo tempo, é isso o que faz da ciência, assim como a arte, um dos produtos mais gloriosos do pensamento humano.
http://cienciahoje.uol.com.br/banco-de-imagens/lg/protected/ch/256/evolucionismo256.pdf/at_download/file
Para ir mais longe: